
Abra a gaveta da sala. Provavelmente tem ali dois carregadores que você não sabe de qual aparelho são, um fone com o fio partido, um celular antigo e um punhado de pilhas. Ninguém joga isso fora porque ninguém sabe qual é o descarte certo. Então fica na gaveta, às vezes por anos, até virar mudança ou faxina e acabar no saco de lixo comum, que é justamente o descarte errado.
14 de outubro, Dia Internacional do Lixo Eletrônico
A data existe porque o problema cresce mais rápido que a solução. Segundo o Global E-waste Monitor, relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente em parceria com a União Internacional de Telecomunicações, o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, e o país está entre os que mais produzem esse tipo de resíduo no mundo. A maior parte nunca chega a um descarte adequado.
E não é resíduo qualquer. Dentro de um celular, de uma pilha ou de uma placa de computador existem metais que não deveriam acabar num aterro comum, muito menos num terreno baldio ou num igarapé. É por isso que o descarte de eletrônicos tem regra própria, separada do lixo de casa.
Manaus acabou de ficar mais fácil
Aqui vai a boa notícia para quem mora na cidade: desde 31 de agosto de 2026, a Prefeitura de Manaus começou a instalar 62 Pontos de Entrega Voluntária exclusivos para lixo eletrônico, espalhados por todas as zonas. Eles estão em secretarias municipais, ecopontos, universidades, redes de supermercados e outros locais de grande circulação, para que o descarte fique no caminho do dia a dia das pessoas.
Luiz Paz, coordenador da Semulsp Ambiental, anunciou a instalação dos 62 pontos, feita em parceria com a empresa Circular Brain. O material recolhido segue para cooperativas de catadores. Waldirene Santos, dirigente da Eco Cooperativa, explica o que acontece depois do descarte: "Quando o material chega, fazemos a triagem e a separação." Dali, os componentes são reaproveitados ou reciclados.
O que pode ir para esses pontos de descarte
- Celulares, tablets, computadores e televisores
- Carregadores, fios, cabos e pen drives
- Secadores de cabelo, chapinhas, escovas elétricas e mixers
- Brinquedos eletrônicos e pequenos aparelhos fora de uso
A regra é simples: se liga na tomada ou usa pilha, o descarte não é na lixeira da cozinha.
O que a Norte Entulho leva, e o que não leva
Vamos ser diretos, porque isso evita dor de cabeça na hora da faxina: eletrônico não vai na caçamba. Esse tipo de material tem o próprio destino, que são os pontos de entrega voluntária da cidade. Colocar celular, pilha e placa no meio do entulho atrapalha o descarte correto dos dois lados.
O que a Norte Entulho resolve é a outra metade da faxina, que costuma ser a maior em volume. Entulho de obra, reforma e demolição, limpeza de terreno e de quintal, e materiais leves como papel, papelão, plástico, madeira e sucata de ferro. Lixo doméstico e resíduo contaminado também são aceitos, com aviso prévio, para que o descarte seja preparado do jeito certo.
Como funciona: você informa o resíduo e o endereço; a caçamba de 5 m³ é entregue e a retirada acontece dentro do prazo de locação, de 1 a 4 dias. Para indústrias, que geram volume bem maior, existem as caixas Roll-On de 17 m³ e 36 m³. A frota cobre Manaus inteira, zona norte, sul, leste, oeste e centro-sul, além de Iranduba e Manacapuru, e o resíduo segue para a área licenciada, com documentação ambiental.
Neste 14 de outubro, faça o combinado: os eletrônicos da gaveta vão para um ponto de entrega voluntária, e o resto da faxina sai numa caçamba com descarte garantido.
